01 / Antes de começar
Para quem é
Famílias, educadores e profissionais de saúde e da assistência social.
Crianças e adolescentes raramente conseguem pedir ajuda com palavras. A violência aparece em mudanças de comportamento, no corpo e no desempenho escolar.
Proteger é dever da família, da sociedade e do Estado. Qualquer pessoa pode e deve comunicar uma suspeita.
02 / Passo a passo
O que fazer
Observe os sinais
Mudanças bruscas de comportamento, medo de pessoas ou lugares, agressividade, isolamento, regressões como voltar a fazer xixi na cama, lesões sem explicação, queda no rendimento escolar e comportamentos sexualizados para a idade.
Acolha a revelação
Ouça com calma, acredite e diga que a criança fez bem em contar. Não prometa guardar segredo, porque será preciso protegê-la.
Não investigue por conta própria
Evite perguntas que induzam respostas, não faça a criança repetir o relato e não confronte o suspeito. Anote apenas o que foi dito, com as palavras da criança.
Comunique
Acione o Conselho Tutelar, o Disque 100 ou a polícia. Em risco imediato, ligue 190. Profissionais de saúde e de educação têm o dever legal de comunicar suspeitas.
Garanta cuidado
Leve a um serviço de saúde quando houver lesões ou suspeita de violência sexual. O acompanhamento psicológico ajuda a criança e a família.
03 / Para ter à mão
Quem deve comunicar
- Qualquer pessoa que saiba ou suspeite de violência contra criança ou adolescente
- Profissionais de saúde e de educação, que podem ser punidos se não comunicarem (ECA, art. 245)
- Deixar de comunicar violência contra criança ou adolescente é crime (Lei 14.344/2022, art. 26)
04 / Continue