Guia 05 / 06

Como reconhecer sinais, acolher uma revelação e acionar a rede de proteção.

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01 / Antes de começar

Para quem é

Famílias, educadores e profissionais de saúde e da assistência social.

Crianças e adolescentes raramente conseguem pedir ajuda com palavras. A violência aparece em mudanças de comportamento, no corpo e no desempenho escolar.

Proteger é dever da família, da sociedade e do Estado. Qualquer pessoa pode e deve comunicar uma suspeita.

02 / Passo a passo

O que fazer

  1. Observe os sinais

    Mudanças bruscas de comportamento, medo de pessoas ou lugares, agressividade, isolamento, regressões como voltar a fazer xixi na cama, lesões sem explicação, queda no rendimento escolar e comportamentos sexualizados para a idade.

  2. Acolha a revelação

    Ouça com calma, acredite e diga que a criança fez bem em contar. Não prometa guardar segredo, porque será preciso protegê-la.

  3. Não investigue por conta própria

    Evite perguntas que induzam respostas, não faça a criança repetir o relato e não confronte o suspeito. Anote apenas o que foi dito, com as palavras da criança.

  4. Comunique

    Acione o Conselho Tutelar, o Disque 100 ou a polícia. Em risco imediato, ligue 190. Profissionais de saúde e de educação têm o dever legal de comunicar suspeitas.

  5. Garanta cuidado

    Leve a um serviço de saúde quando houver lesões ou suspeita de violência sexual. O acompanhamento psicológico ajuda a criança e a família.

03 / Para ter à mão

Quem deve comunicar

  • Qualquer pessoa que saiba ou suspeite de violência contra criança ou adolescente
  • Profissionais de saúde e de educação, que podem ser punidos se não comunicarem (ECA, art. 245)
  • Deixar de comunicar violência contra criança ou adolescente é crime (Lei 14.344/2022, art. 26)

04 / Continue

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